Óscar Branco é actor profissional desde 1 de Outubro de 1979 integrando diversas companhias como O Realejo, Comediantes, Atitudes, Atitudes, Seiva Trupe e Teatro Nacional São João.
Corria sereno o ano da graça de 1983, a família já tinha perdido as esperanças de vir a ter um filho engenheiro e quem sabe um eventual 1º Ministro, quando a situação se agrava ainda mais.
A notícia teve um peso de catástrofe na grandiosa saga dos Brancos, o ex-promissor Óscar não se contentava em arrastar na lama o brazão e o bom nome da família pelos palcos de teatro experimentalista como ameaçava apresentar espectáculos de humor pelos antros de depravação e de vício da noite portuense.
Colocou-se a hipótese do suícidio colectivo, imediatamente afastada porque havia ainda prestações a pagar e os Brancos gostavam de honrar os seus compromissos.
A partir daí foi o que se viu, a noite foi invadida por um humorista que solitariamente ía criando sucessivas situações e personagens, atentas ao que mundo que o rodeava.
Um dos “pais” do novo humor em Portugal, percorre à 25 anos, de forma continuada auditórios, bares, discotecas e eventos abrindo caminho às novas linguagens emergentes.
Se no início o seu trabalho era constítuido por sketches teatrais com referências de proximidade a W. C. Fields, Woody Allen e aos Monthy Phyton, gradualmente foi descobrindo um percurso original que funde sketches com o “One man show” e a Stand-up-Comedy.
Quando o conceito de Stand up Comedy-um homem e um microfone, era ainda desconhecido em Portugal, Óscar Branco ía descobrindo, empiricamente, um humor ancorado no quotidiano e um constante acompanhamento da realidade social e política.
Participou regularmente como humorista nos programas de televisão:
“Deixem Passar a Música”-RTP; “A a Z”-RTP; “Bom Dia!”-RTP; “Às Dez”-RTP; “Clube da Manhã”-RTP; “Turno da Noite”-RTP; “Queridos Inimigos”-TVI; “Só Para Inteligentes”-SIC,“Número Um”-SIC; “Minas & Armadilhas”-SIC; “Con Pardon”-Television da Galícia. “SIC 10 Horas”-SIC e “Maré Alta”.
É convidado de alguns programas como: “ Deixem passar a musica, “Gala dos Bigodes de Ouro” -RTP; “Especial Herman”-RTP; “1001 Noites” de Júlio Isidro-TVI; “Cabaret” de Filipe La Féria-RTP; “Herman 98”-RTP, entre outros.
É o único veterano que integrou em continuidade o “núcleo duro” do “Levanta-te e Ri”, programa que marcou o surgimento de uma nova geração no humor em Portugal.
OPINIÕES E CRÍTICAS PELOS JORNAIS
FUTEBOL MIMADO
Oscar Branco tem o dom da imprevisibilidade e a capacidade do improviso, se a história acontece num campo de futebol desdobra-se no jogador cromo e no adepto furioso. Não se sabe o resultado do desafio, sabe-se que ele vai decorrer num ambiente de hilariante euforia…
PÚBLICO
UM VOTO EM BRANCO
Oscar Branco é uma figura-e, vá lá, também não tem pouco de figurão… Figura do Porto, pois claro, reconhecido à distancia pela pronúncia e pela “cumpetência”.
Ele tem muitas figuras- Já foi (é) Toninho, infante, soldado, Othello, frade, artista da Cantareira, Shakespeare à moda do Porto, jogador de futebol, doutor, pintas, avô, avó e neto...Quanta coisa!
JORNAL DE NOTÍCIAS
GARÇON! ESTÁ UM HOMEM NU NA CASA DE BANHO DAS SENHORAS
Se atrubuíssem um Óscar ao Óscar Branco, seria um Speedy Gonzalez de borracha.
…Os sketches delirantes onde a imaginação funciona como semáforo, travão e acelerador. Tão depressa parece Tchekov como Chevalier, Chaplin e Herman como Ivone Silva ou Mel Brooks. Poderia ser um entertaineman de Vaudeville, um D. Quixote à Terence Trent D’Arby, um corcunda confidente de um rei numa qualquer peça de Shakespeare mas é, afinal, a formiga da sua própria cigarra. Na próxima reencarnação, será certamente, coleccionador de vozes de fábula.